Província OFM MA/PI
 Página Inicial
 Quem Somos
 Fraternidades
 Historia da Província
 Paróquias
 Paróquia São Francisco
 Projetos Sociais
 Artigos
 Destaques
 Comunicações
 Definitório
 Noticias
 Agenda da Província
 Frades Falecidos
 Liturgia Diária
 Bíblia on-line
 Livro de Visitas
 Chat
 Enquete
 Newsletter
 Sites e Blogs Franciscanos
 Fale Conosco
 Web Mail
      800 Anos do Carisma
 Francisco de Assis
 Clara de Assis
 A Família Franciscana
 Retiro São Francisco
 Justiça, Paz e Ecologia
      Vocações Franciscanas
 Vídeos Franciscanos
 Que tal ser um Franciscano
 Textos Vocacionais
      Benfeitores da Província
 Seja um Benfeitor
 Agenda Benfeitores
 Confirmar Doação
 Faça o seu cadastro
 Aniversariantes do mês
      Missões Franciscanas
 O CEFRAM
 Agenda do CEFRAM
 Cursos de Formação
 Inscrições On-line
 Confirmar Pagamento
 Formação Missionária
 Semana Missionária
 Projeto África
 Projeto Amazônia
 Artigos Missionários
      Álbum de fotos
 Província
 Frades da Província
 Vocações
 Benfeitores
 CEFRAM
 Memória Histórica

  Usuários On-Line: 6
  Total de visitas: 882995

   - Paz e Bem!!
Ordem dos Frades Menores
          Cursos de Formação
Franciscanos MA/PI CMS 1.0
Só restou o Crucifixo na Igreja de Zilda!
Publicado em: 21/01/2010 às 12:25:11
Tamanho da fonte:   Diminuir corpo de texto Aumentar corpo de texto
 

O Cristo permaneceu naquele lugar para dizer aos haitianos que eles não estão sozinhos.

Acabo de ver a imagem do Crucifixo da Igreja Sacre Coeur du Tugeau, no Haiti, exibida pelo Fantástico, programa da Rede Globo. O templo sagrado desabou e restou aquele Crucifixo, quase intacto, grande, erguido, exposto aos olhares que banham de lágrimas as noites haitianas. As pessoas param em frente a ele, choram e rezam.

Esta imagem provoca o ser pensante. Por que foi assim? Por que aquele Crucifixo resistiu ao equivalente a 30 bombas nucleares como a de Hiroshima? E Cristo ficou ali. Parece ser aquela Sexta-Feira Santa, em Jerusalém, no alto do Calvário.

Pus-me a pensar e contemplar a chocante cena. Abri as Sagradas Escrituras e pus-me a ouvir o Senhor. O Filho do Homem permaneceu naquele lugar, representado pela imagem, para dizer aos sofredores haitianos que eles não estão sozinhos. Jesus Cristo está crucificado com eles e eles com Cristo. “Suas dores são minhas dores; suas lágrimas são minhas lágrimas; seu sangue é o meu sangue. Estou na cruz despido, como vocês que agora se encontram despidos de tantos bens.”

Como disse o Profeta Isaías: “a verdade é que ele tomava sobre si nossas enfermidades e sofria, ele mesmo, nossas dores” (Is 53,4). Os braços do Filho de Deus permaneceram abertos em Porto Príncipe para acolher o clamor de homens e mulheres transpassados pela lança da destruição, da fome, da sede, da perda de esperanças.

O lado aberto do Cordeiro de Deus ficou ali, às margens da rua destruída, para dar descanso e consolo aos que ainda gritam por socorro debaixo dos escombros de uma cidade cujo concreto tombou sobre vidas cheias de sonhos. “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos e eu vos darei descanso” (Mt 11,28). O Crucificado resistiu às forças cósmicas para dar refúgio e abrigo aos que vagueiam pelas ruas sem destino.

O Crucifixo do Haiti foi mais forte que o terremoto para manter viva na mente e coração dos que por aquela rua passarem a boa notícia: “prova de amor maior não há, que doar a vida pelo irmão” (Jo 15,13). Ali ficou uma imagem sagrada feita de matéria, porém, ao seu lado, ficaram os corpos de homens e mulheres, que viveram até o fim o Mandamento Novo.

Eles foram imagens vivas do Bom Pastor que dá a vida por suas ovelhas. Trata-se da Dra. Zilda Arns e quinze sacerdotes presentes naquela igreja no momento da tragédia. Eles estavam juntos porque queriam amar intensamente as crianças daquela nação que esperavam por vida e vida em abundância.

O Crucifixo do Haiti permanece erguido e o Espírito de Deus fala aos corações das pessoas de bem que salvam aquela sofrida gente. “Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; ... Todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!” (Mt 25, 35-36.40).

O Crucificado ressuscitou e enviou do Pai o Espírito Santo renovando todas as coisas. Ele ficou naquela destruída rua para dizer: “Coragem, eu venci o mundo” (Jo 16,33). Em meio ao caos da maior tragédia enfrentada pela ONU, há esperança, a luz dissipa as trevas em cada pessoa resgatada com vida, e em cada criança amparada. E o brilho volta a resplandecer nos olhos que agora choram os mortos. É a força criativa e reconstrutora do Amor estampada no Crucificado do Haiti.

Pe. Francisco Agamenilton Damascena
Vice-reitor do Seminário Diocesano São José


Fonte: Blog Peregrino

 
 
Enviado por: CEFRAM
 
 
Voltar voltar | Ir para o topo Topo | Imprimir Imprimir | Recomendar artigo Recomendar | RSS Rss
 
 

Todos os direitos reservados - Provincia Franciscana N. Senhora da Assunção
desenvolvido por :: marianoleite ::

    Nossa Vida, Nosso Trabalho
Blog do Frei Alfredo
Frei Klaus
Frei Eduardo
Galeria do Frei Lucas
Fr. Bernardo Brandão,OFM
Formação Inicial
    Paróquias Franciscanas
Paróquia São Francisco das Chagas
Paróquia Nossa Senhora dos Remédios
Paróquia Nossa Senhora da Glória